BAGAGEM
   Aprender com a dor

Sempre em momentos de dificuldades, o que mais escutamos é: passará e que sairemos dessa situação fortalecidos. Concordo e sempre acreditei ser isso a mais pura verdade (vide meus amores passados) e também que tombos são necessários pra se aprender a andar, fogo queima se chegarmos muito perto, e mais um tanto de outras frases, que servem pra nos dar um pouco de esperança naqueles momentos em que só o que conseguimos enxergar é neblina e todos os caminhos parecem desaparecer de nossa frente. Pois bem, se sabemos que uma situação por pior que ela possa parecer, não dura para sempre e que sempre saímos mais fortalecidos e maduros das dificuldades, porque então, tem gente que se recusa a amadurecer e passa a vida inteira repetindo padrões de comportamento e caindo sempre nos mesmos erros e saindo deles da mesma maneira, não tirando sequer um mínimo de aprendizado possível? Já falaram em mediocridade, burrice, falta de amor-próprio, e que essas pessoas tem medo de se  arriscar no novo, este por envolver mais riscos, por ser caminho ainda não percorrido, desconhecido.O medo da novidade nestes casos faz com estas pessoas se tornem chatas e repetitivas pra quem convive com elas, porque convenhamos que escutar sempre as mesmas coisas de alguém, satura a ponto de não conseguir agüentar mais e fazer com nos afastemos delas.Por isso devemos sempre ficar atento as nossas atitudes e se re-inventar pra que nossos erros se tornem aprendizado e não uma forma de fugirmos do novo e de nós mesmos.

 

“Nenhum homem atravessa o mesmo rio duas vezes”



 Escrito por Antonio às 15h26
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   Gay por "opção"

Se tem uma coisa que me deixa irritado, é quando uma dessas pessoas metida a neoliberais se refere a orientação sexual de alguém como “opção”.Será que estas pessoas têm a exata noção do significado da palavra, que indica escolha, o que se dado a orientação sexual não é o que acontece, pois ninguém em sã consciência optaria por: não poder demonstrar carinho em público, ter de lutar para ter seus direitos de cidadão, ser encarado por muitos com preconceito velado(o pior de todos), servir de chacota pra pseudomachões, ter seu desejo encarado como “sujeira” e mais uma infinidades de  atrocidades, que só realmente quem sente na pele sabe descrever, jamais optaria por tal coisa.Taí isso me faz lembrar de um filme no qual o personagem principal tido como aberração da natureza,( por ser diferente dos outros), toca um caçador que havia acabado de abater um veado que ainda agonizava e transfere para o mesmo toda a dor, medo e angustia que o animal sentia, deixando o caçador em total estado de choque.Fico Pensando que, se todo mundo sentisse na pele aquilo que, por uma razão ou outra, julga e renega, e conseguisse por uma questão de segundos se colocar no lugar do outro, não haveria tanto tempo perdido em criticar ou julgar aquilo que se desconhece e assim quem sabe, utopicamente falando, conseguiríamos viver num mundo onde reinasse a compaixão e a igualdade.



 Escrito por Antonio às 17h33
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